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CUT - Colômbia denuncia execução de 2
sindicalistas
Com os
assassinatos do professor Ramiro Palencia e do agricultor Paulo Suarez, 35
líderes sindicais foram eliminados no governo de Uribe em 2009
“A Direção executiva
da Central Unitária de Trabalhadores da Colômbia exige do presidente Uribe Vélez
que detenha a onda criminosa contra os líderes da classe trabalhadora”,
assinalou em documento o presidente da entidade, Tarsicio Mora, denunciando à
comunidade nacional e internacional os assassinatos de mais dois sindicalistas
colombianos.
A CUT Colômbia
denunciou que em menos de 48 horas o Magistério do departamento (estado) de
Córdoba registrou o assassinato de outro professor. No dia 9, Ramiro Israel
Montes Palencia, filiado à Associação de Professores, foi crivado de balas por
dois homens que o abordaram e interrogaram enquanto viajava em direção ao
município de Montelibano.
“Dois dias depois
foi assassinado na frente de sua esposa e de seu filho de seis anos de idade, o
companheiro Paulo Suarez, membro da Associação Camponesa de Arauca (ACA).
Chamamos a todas as organizações de direitos humanos a rechaçarem os crimes
ocorridos e exigimos que o Estado Colombiano proteja e dê as garantias
necessárias para que os nossos filiados possam exercer seu trabalho, sem o temor
de que sejam privados do direito à vida, à liberdade e à integridade física”,
sublinhou a CUT Colômbia. A entidade alertou que no decorrer de 2009, já foram
assassinados 35 líderes sindicais.
Em recente visita ao
Brasil, Tarsicio Mora denunciou a prática “da eliminação física, com o
comprometimento de várias instituições e autoridades com os paramilitares, que
fazem da tortura e do assassinato uma dura realidade para os sindicalistas em
nosso país”.
Disse também que a
multinacional bananeira norte-americana Chiquita Brands reconhece que deu mais
de US 1,7 milhão para grupos paramilitares de extrema direita colombianos,
vinculados ao tráfico de drogas e responsáveis pela morte de centenas de
lideranças. “Há muitos testemunhos a respeito disso e denúncias em nível
nacional e internacional sobre o envolvimento da Chiquita Brands e da Coca-Cola,
mas também contra várias multinacionais que, comprovadamente, financiam o
assassinato de dirigentes. Além desses grupos paramilitares, há a atuação da
própria força pública do Estado, de grupos delinquentes, o que nos torna vítimas
de um processo de extermínio físico que alcança mais de três mil dirigentes na
última década”, concluiu.
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