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Por ser pobre, família de Jean Charles tem
baixa indenização
O jornal
inglês “Daily Mail” afirmou que a indenização que o governo inglês aceitou pagar
à família de Jean Charles, o jovem brasileiro executado com sete tiros na cabeça
no metrô em operação “anti-terrorista”, é um-quarto da que foi paga ao então
chefe de polícia Ian Blair, que se viu forçado a renunciar devido à repercussão
da chacina.
De acordo com
o jornal, a indenização aos familiares foi de 100 mil libras, e a do ex-chefe de
polícia, de 400 mil libras. Na definição desse valor, ainda segundo o “Mail”, “o
fato de a família Menezes ser relativamente pobre e do Brasil pode ter pesado
contra eles”, além de que o assassinado “era solteiro”.
O comunicado
oficial sobre o acordo entre a família de Jean Charles e a polícia inglesa
reitera pedido de desculpas “sem reservas” pela “morte trágica” do eletricista
brasileiro de 27 anos. O documento, assinado pelo atual chefe de polícia, também
assinala que “Jean Charles de Menezes foi uma vítima totalmente inocente”,
acrescentando que – é isso mesmo! - o brasileiro “não teve qualquer culpa na sua
morte”.
O documento
acrescenta que “tendo em vista a tensão física e mental que estes eventos
causaram à família e o compreensível interesse e publicidade da imprensa, ficou
decidido que nenhum outro comunicado sobre este acordo será feito.”
Como a
execução ocorreu em 2005, a “justiça” inglesa levou quatro anos para indenizar a
família e declarar a vítima “inocente” e “sem culpa” na própria morte. Nenhum
dos policiais que participaram do assassinato de Jean Charles foi punido; apenas
o chefe de polícia Ian Blair teve de se afastar, três anos após a execução a
sangre frio, por ter ficado insustentável sua situação do ponto de vista
político e, como esclareceu o “Mail”, levou de consolação uma mala com 400 mil
libras.
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