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MP exige que Azeredo devolva R$ 2,7 milhões que desviou
O Ministério Público de Minas Gerais pediu à
Justiça mineira que o ex-governador e atual senador do PSDB, Eduardo Azeredo, o
empresário Vicente Fonseca e o secretário da Administração e tesoureiro da
campanha pela reeleição do tucano em 1998, Cláudio Mourão, devolvam R$ 2,72
milhões ao tesouro estadual. Ajuizada em agosto, a ação solicita o bloqueio de
bens e a quebra do sigilo bancário dos três.
Segundo o Ministério Público, um esquema de
financiamento irregular da campanha pela reeleição envolveu sete empresas
vencedoras de 25 licitações para fornecimento de terceirizados ao Estado.
Operado por Cláudio Mourão e Vicente Fonseca, o esquema foi beneficiado por
“pagamentos irregulares” do governo de Azeredo, que resultaram em “vultosas
contribuições” à campanha eleitoral do tucano.
O favorecimento ilegal foi identificado por meio
de perícias contábeis, que apuraram que houve superfaturamento em oito contratos
envolvendo sete empresas de Mourão e Fonseca durante a gestão de Eduardo
Azeredo. A promotoria apontou que foram usados “laranjas” e “correligionários do
PSDB” como representantes nas sociedades.
A campanha pela reeleição recebeu R$ 658,2 mil
em doações de empresas envolvidas nas irregularidades denunciadas pela
Promotoria, além de pessoas físicas que integravam o quadro societário das
empresas do esquema. Somente a Sertec, uma das empresas de Fonseca, contribuiu
com R$ 423 mil desse total. Segundo as investigações do MP, trata-se de um outro
ramal do tucanoduto, utilizando empresas de terceirização.
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