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Deputado repudia parecer de Tasso contra a entrada da Venezuela no Mercosul
O deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ)
condenou o parecer do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) na Comissão de
Relações Exteriores do Senado contrário à entrada da Venezuela no Mercosul.
“Inacreditável o comportamento do empresário e
senador Tasso Jereissati. Como tucano de alto coturno, cansa de afirmar que
o mundo é globalizado, que as empresas não devem ser discriminadas por serem
nacionais ou estrangeiras, que a presença do Estado na economia é um
retrocesso, etc, etc…Mas está encaminhando hoje [quarta-feira, 30] um
relatório à Comissão de Relações Exteriores do Senado dando parecer
contrário à entrada da Venezuela, a terceira maior economia do nosso
continente, no Mercosul!”, disse Brizola Neto em texto postado no seu blog “Tijolaço”.
“Senhor Jereissati, não deixe os seus
preconceitos ideológicos cometerem este crime contra os interesses
nacionais. Se não pode respeitar um Governo eleito, que atravessou, em geral
vitorioso, 14 processos eleitorais em 10 anos, respeite ao menos os
interesses comerciais do Brasil. O senhor mesmo admite que o empresariado
pediu a aprovação do acordo comercial. Se isso não é discriminação
ideológica, o que é?”.
“O seu argumento é o ‘processo acelerado de
desmonte das liberdades democráticas’ que estaria em curso hoje na
Venezuela, com objetivo de garantir ‘a perpetuação do presidente Hugo Chávez
no poder’. Engraçado, lá a reeleição teve de ser aprovada em plebiscito;
aqui, com o apoio de Jereissati, a reeleição de FHC foi aprovada apenas no
Congresso e sabe lá Deus com que ‘incentivos’ a parlamentares”, continua.
“Mas, independentemente destas questões, o que
isso tem a ver com relações comerciais? O Brasil tem uma balança comercial
fortemente superavitária com a Venezuela. Nosso saldo comercial com aquele
país chega, dependendo do mês, a representar um terço do saldo total obtido
no nosso comércio exterior. Melhor, exportamos para lá não produtos
primários, mas industrializados, de alto valor agregado. Nossas exportações
para lá, em 10 anos, cresceram 859% e o saldo, em 2008, foi de US$ 4,6
bilhões, o dobro do obtido com os EUA!”, questionou o deputado.
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