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Metalúrgicos param fábricas de autopeças em SP
por aumento
Trabalhadores reivindicam 10% de reajuste, e
preparam greve caso não haja negociação
Com data-base em 1º de novembro, os
trabalhadores da Federação dos Metalúrgicos do
Estado de São Paulo, que reúne 53 sindicatos
filiados à Força Sindical, iniciaram sexta-feira
as mobilizações da campanha salarial de 2009,
exigindo reajuste salarial de 10%. Caso as
empresas se recusem a conceder o aumento, a
categoria irá entrar em greve a partir de 15 de
outubro.
Entre outros itens, a Campanha Salarial
Unificada da categoria reivindica a renovação e
ampliação dos direitos da convenção coletiva;
aplicação da Convenção 158 da OIT (Organização
Internacional do Trabalho) - que põe fim à
demissão imotivada -, e a redução da jornada de
trabalho para 40 horas semanais, sem redução de
salário.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de
São Paulo e Mogi das Cruzes, na sexta-feira
passada dez mil trabalhadores aprovaram
indicativo de greve em ato realizado na zona sul
da capital. “Os trabalhadores e o nosso
Sindicato estão unidos e não aceitam argumentos
de que a crise impossibilita qualquer avanço. Os
números mostram que o Brasil e a indústria
metalúrgica têm condições de avançar, de
crescer. É isto o que queremos debater e
conquistar”, afirmou o presidente do Sindicato,
Miguel Torres, vice-presidente da Força
Sindical.
Em Mogi das Cruzes, na manhã de terça-feira,
aproximadamente dois mil metalúrgicos
participaram dos atos, reafirmando a
determinação de paralisar, caso não haja
resposta satisfatória das empresas. A
concentração iniciou cedo, das 6 às 7 horas na
General Motors, seguida por protesto em frente à
Valtra (empresa norte-americana produtora de
tratores) das 9 às 10 horas.
Na avaliação do secretário-geral do Sindicato
dos Metalúrgicos de São Paulo, Jorge Carlos de
Morais (Arakém), as manifestações foram muito
representativas, envolvendo dirigentes sindicais
da categoria de São Caetano, Suzano e Ferraz de
Vasconcelos, contando ainda com o apoio de
lideranças da construção civil e das
costureiras.
Nas fábricas localizadas nos municípios de
Cotia, Vargem Grande Paulista, Taboão da Serra,
Embu das Artes e Itapecerica da Serra, outros
6.500 metalúrgicos participaram das assembleias
na terça e quarta-feira. Entre outras empresas,
foram mobilizadas a Delphi, Demag, Spirax Sarco,
Vastec, Jan Lips, Cinpal, T&C, Dinatécnica,
Spaal e Bombas Esco.
Na avaliação do presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos de Guarulhos, José Pereira dos
Santos, a Federação e seus sindicatos estão
desencadeando uma forte pressão, mobilizando a
base e a sociedade, o que influenciará
positivamente nas negociações com as entidades
patronais. “Foram os trabalhadores e o movimento
sindical que ajudaram o Brasil a sair da crise.
Agora, os empresários voltaram a ganhar e está
na hora de termos nossa parte neste bolo”,
sublinhou.
Em Guarulhos, na quarta-feira, mais de sete mil
trabalhadores paralisaram as atividades de 11
fábricas para cobrar da pauta de reivindicações.
As manifestações ocorreram na empresa Hayes
Lemmerz, norte-americana produtora de rodas
alumínio; Dyna, fabricante de limpador de
para-brisas; Cindumel, fabricante de molas de
suspensão, Valeo, multinacional francesa
fabricante de peças como faróis, limpadores de
para-brisas e radiadores; Visteon, fabricante de
sistemas de climatização, interiores e
componentes eletrônicos; Tecfil, reposição de
filtros; entre outras. |