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Centrais
defendem projeto que proíbe terceirização
Representantes das centrais sindicais CUT e CTB
participaram, nesta quarta-feira, de audiência pública na Comissão de
Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio para debater o PL 1621/07,
do deputado Vicentinho (PT), que regulamenta as relações de trabalho nos
processos de terceirização, proibindo essa prática nas atividades-fins das
empresas.
“A súmula do Tribunal Superior do Trabalho 331
já diz isso, mas queremos que conste de legislação nacional para que a
terceirização se limite ao trabalho especializado e não vire uma regra ou um
meio que o empresariado encontrou para retirar direitos dos trabalhadores”,
afirmou Denise Motta Dau, representante da CUT.
Na audiência, representantes de empresários
defenderam o PL 4330/04, do deputado Sandro Mabel, que é baseado no PL
4302/98, do FHC, retirado de tramitação pelo presidente Lula. O projeto
4330/04 não limita os serviços que podem ser destinados a uma empresa
terceirizada, e também não determina que as empresas que terceirizam os
serviços sejam responsáveis pelas obrigações trabalhistas.
Joílson Cardoso, da CTB, destacou que o projeto
foge da discussão sobre atividade fim e atividade meio, que são pontos
centrais do debate sobre as terceirizações. “Nossa posição é não terceirizar
as atividades fim e restringir na atividade meio”, afirmou.
O diretor da Confederação Nacional do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Laércio José de Oliveira disse que não vê
problema na terceirização, e considerou “um absurdo” o item do projeto do
deputado Vicentinho que determina que a empresa que visa terceirizar
serviços deve informar ao sindicato respectivo da sua categoria, com no
mínimo seis meses de antecedência. O deputado respondeu ressaltando que “o
sindicato é o organismo legítimo representante dos trabalhadores, tanto é
que a CLT está recheada de recomendações para ouvir o sindicato, porque o
sindicato faz parte da Constituição Brasileira, faz parte do arcabouço
jurídico trabalhista do nosso país”.
O projeto 1621/07 será analisado ainda pelas
comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania. Se receber parecer favorável nas três comissões,
não precisará ser analisada pelo plenário e seguirá ao Senado. |