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Fujimori é condenado a mais 6 ano de prisão
no 4º julgamento
Alberto Fujimori, ex-presidente peruano, foi condenado na quarta-feira em Lima a
seis anos de prisão por crimes cometidos quando governava o Peru, entre 1990 e
2000. Na sentença deste 4º julgamento Fujimori foi considerado culpado por
pagamento de propina a parlamentares e órgãos de imprensa, além de envolvimento
no grampeamento de telefone durante a época de seu mandato ditatorial. Ele foi
condenado também a pagar indenizações equivalentes a R$ 14 milhões ao governo R$
1,8 milhão a jornalistas e políticos que foram alvo dos crimes.
No último dia 28 Fujimori já havia se declarado culpado de todos os crimes de
que era acusado. O Ministério Público havia pedido uma sentença de oito anos de
prisão para o ex-presidente. De acordo com a legislação do Peru, a sentença
desta quarta-feira será absorvida por outra de 25 anos de prisão a que Fujimori
foi condenado em abril. Lá, prevalece a maior pena.
Na ocasião, o ex-presidente foi considerado culpado pela morte de 25 pessoas
entre 1991 e 1992, nos chamados massacres de Barrios Altos e La Cantuta. Em
julho deste ano, Fujimori também foi condenado a 7,5 anos de prisão por ter
usado ilegalmente US$ 15 milhões em verbas públicas para realizar um pagamento
ao seu então chefe do Serviço Secreto, Vladimiro Montesinos.
Em um julgamento anterior, o nipo-peruano já havia sido condenado a seis anos de
prisão por abuso de autoridade e usurpação de funções. A sentença foi
relacionada a um caso de invasão ilegal da casa da mulher de Vladimiro
Montesinos, em 2000. Neste mesmo ano foram descobertos dezenas de vídeos de
subornos realizados por Montesinos a políticos e empresários. Diante do
escândalo, Fujimori fugiu para o Japão, de onde enviou uma carta de renúncia.
Em 2005, ao viajar ao Chile, foi detido e dois anos depois extraditado ao Peru,
onde está preso desde 2007.
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