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Norte-americano
na OEA apoiou
tortura de freira na Guatemala
Após o presidente Manuel Zelaya ingressar na embaixada brasileira em
Honduras, Micheletti, baixou um decreto ilegal retirando de vigência os
direitos constitucionais dos cidadãos de Honduras. Enquanto ele ordenava a
invasão da TV Canal 36 e da Rádio Globo, o representante dos EUA na OEA,
Lewis Amselem, ao invés de condenar a ilegalidade achou por bem qualificar o
retorno de Zelaya a Honduras como um gesto “irresponsável” e “tolo”.
Vale a pena uma olhada no macabro histórico de Amselem. O jornalista e
fotógrafo Jeremy Bigwood, que escreveu para a American Journalism Review, e
que atuava na Guatemala durante o período em que ele era adido militar na
embaixada dos EUA (Amselem esteve na Guatemala de 1988 a 1992) afirma que:
“Ele era capaz de ver um lado positivo no assassinato de 200 mil indígenas”,
referindo-se aos massacres de comunidades inteiras, pelos esquadrões da
morte na Guatemala, para reprimir qualquer resistência à ditadura que se
instalou desde a derrubada de Jacobo Arbenz em 1954. “Ele até conseguiu
arranjar suprimentos e carregamentos aéreos ilegais para o exército
guatemalteco depois que a assistência militar já havia sido banida pelo
Congresso dos EUA”.
A irmã da ordem das Ursulinas, Dianna Ortiz, sequestrada e torturada na
Guatemala em 1989, faz o seguinte relato: “…depois que um doutor
norte-americano contou 111 queimaduras com cigarro, somente em minhas
costas, em janeiro de 1990, o Ministro da Defesa da Guatemala anunciou
publicamente que eu era lésbica e que encenara o seqüestro para encobrir um
caso. O ministro do Interior ecoou esta declaração e depois afirmou que
escutara a mesma pela primeira vez na embaixada dos EUA. De acordo com um
assessor do Congresso, o funcionário da embaixada dos EUA, Lewis Amselem,
estava de fato espalhando este rumor”.
Convém acrescentar que o infeliz resquício de governos anteriores Am-selem
está demissionário. Carmen Lomellin foi indicada pelo para o posto no dia 14
de setembro e aguarda, para assumi-lo, a ratificação do Senado dos EUA. |