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Camargo
Corrêa demite 60 grevistas
Um dia após a assinatura do dissídio coletivo
estabelecido entre o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria e Construção
Civil de Rondônia (Sticcero) e a Camargo Corrêa, responsável pela construção
da usina de Jirau em Rondônia, um grupo de 60 trabalhadores foram demitidos
da empreiteira.
Na assinatura do dissídio foi estabelecido que
qualquer trabalhador que houvesse participado das paralisações não sofreria
perseguição. Em setembro, os trabalhadores pararam as obras das Usinas de
Santo Antônio e Jirau, garantindo aumento de 7% que, somado aos 8%
antecipados em maio, representou reajuste de 15,56%.
Arrancados do alojamento à força sem tempo
sequer para apanhar suas ferramentas e documentos, um grupo de trabalhadores
se aglomerou nos portões do escritório da empresa para expressar a revolta
com a forma abusiva que a Camargo Corrêa trata os funcionários e estava
conduzindo a rescisão.
O Sitccero denunciou que os trabalhadores foram
demitidos sem realizar o exame demissional, o que é obrigatório por lei.
Outra irregularidade apontada pelos sindicalistas é que as rescisões dos
trabalhadores estavam datada com a data do dia seguinte para justificar a
maneira truculenta como os funcionários foram arrancados dos canteiros de
obras e promover um tempo hábil para que os mesmos fossem retirar seus
pertences. |