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Desemprego nos EUA cresce e atinge
17% dos trabalhadores
O número de
pessoas sem acesso a trabalho fixo é de 27 milhões. Em setembro a perda em
termos de postos de trabalho alcançou 263.000
O desemprego total nos Estados Unidos assinalado na sexta-feira, dia 2, pelo
Escritório de Estatísticas do Trabalho (órgão do Departamento do Trabalho)
chegou aos 17%, aproximando-se de 27 milhões de pessoas, 7 pontos mais alto
do que o índice oficialmente admitido.
Segundo a pesquisa do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos por folha
de pagamento das empresas não-agrícolas publicada na mesma sexta-feira, a
economia dos Estados Unidos perdeu um total de 263.000 postos de trabalho no
mês de setembro. Os números, comparados com as 216.000 perdas em agosto, se
chocam com a teoria de que a economia americana está se recuperando. Os
economistas de Wall Street tinham previsto uma diminuição no ritmo de perdas
para 180.000 postos de trabalho.
A taxa de desemprego, que mais se aproxima da realidade, é resultado da soma
desses 15,16 milhões, mais 9,2 milhões de subempregados (que precisam de um
emprego de tempo integral para seu real sustento) e ainda os 2,2 milhões de
trabalhadores que já são considerados “à margem do mercado de trabalho” ou
como eles chamam agora, “desencorajados”.
O informe do Escritório de Estatísticas do Trabalho mostra que 35,6% dos
desempregados estão sem trabalho há 27 semanas ou mais.
A profundidade da crise dos EUA se reflete no saldo negativo de empregos.
Para os cerca de 27 milhões de desempregados existem - segundo dados do New
York Times – a oferta de 2,4 milhões de empregos, ou seja, uma relação de 11
desempregados para cada emprego ofertado.
Essa situação se manifesta diretamente na incapacidade de pagar as hipotecas
das moradias, cartões de crédito, automóveis e empréstimos, na perda do já
raquítico seguro saúde.
Enquanto isso, o número de consumidores em situação falimentar aumentou em
41% em setembro em relação ao ano anterior.
Michael Wilson, diretor da organização Americans for Democratic Action,
destacou a “gravidade da situaçao do desemprego”, acrescentando que “não se
pode falar em recuperação em criação de empregos”.
Segundo ainda o Escritório de Estatísticas do Trabalho, na construção civil
houve um declínio no número de empregos em 64.000, no mês de setembro. No
setor industrial a perda foi de 51 mil postos e nos empregos em serviços
públicos a queda foi de 53 mil, o que aponta para uma falta de investimentos
estatais para gerar empregos estimulados.
SUSANA SANTOS |