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Neoliberais acirram a crise e são
defenestrados por eleitores gregos
O
partido Movimento Socialista Pan-Helênico (Pasok) venceu as eleições
parlamentares antecipadas do último domingo na Grécia e garantiu a indicação de
Georges Papandreu como o primeiro-ministro do país. O Pasok obteve 43,7% dos
votos, que representa a conquista de uma maioria absoluta de 160 das 300
cadeiras do parlamento.
O Nova Democracia, do primeiro-ministro neoliberal Costas Caramanlis, obteve
37,2% dos votos e reduziu a sua participação no parlamento para 96 cadeiras. Com
a derrota, Caramanlis renunciou à presidência do partido. O Partido Comunista da
Grécia obteve 7,53% dos votos, o que garante 21 legisladores à sigla.
Mais de dez milhões de pessoas votaram nas eleições parlamentares antecipadas na
Grécia.
No início de setembro, Caramanlis convocou eleições parlamentares antecipadas,
na metade de seu mandato, a fim de assegurar um apoio no Congresso que lhe
permitisse adotar medidas de “austeridade”, ou seja, o corte nos investimentos e
em atendimento social supostamente para conter a crise. Comunistas e socialistas
se opuseram, afirmando que a recuperação da economia grega só é possível com a
ampliação – e não a redução - dos investimentos estatais.
A Grécia foi palco, no final do ano passado, de levantes nas principais cidades
com os jovens – que apresentam um nível de desemprego de mais 25% e tem uma
universidade estatal com número de vagas proporcionalmente inferior à de grande
parte dos países europeus – na vanguarda dos protestos. Os protestos se
acirraram com a morte do estudante Alexandros Grigopoulos em 7 de dezembro.
Como primeiras medidas para reativar a economia, Papandreou destacou o aumento
das aposentadorias e dos salários dos servidores públicos. Também se comprometeu
com um plano de estímulo econômico no valor de US$ 4,3 bilhões, que apesar de
muito reduzido ainda é um passo contra a estagnação de Caramanlis.
Os socialistas gregos, há seis anos na oposição, puderam regressar após
ressaltar a necessidade de restauração da confiança no Estado e na administração
pública.
“Podemos levar o país a um novo futuro. Vamos avançar até uma Grécia melhor”,
afirmou o vencedor das eleições, Georges Papandreu, diante de milhares de
seguidores na sede do partido socialista na capital grega.
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