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Italianos rechaçam os ataques de
Berlusconi
à liberdade de imprensa

Mais de trezentas mil pessoas na Piazza del Popolo, Roma, dia 3, contra as
agressões do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, à liberdade de
imprensa. Vieram caravanas de todo o país. Berlus-coni, dono da maior rede
privada de mídia na Itália, foi denunciado na imprensa por corrupção (caso
Fininvest) e por contra-tação de prostitutas para festas particulares.
Apesar da comprovada veracidade das matérias, “Berlusconi foi o primeiro
chefe de Estado a processar jornais em série, demandando milhões de euros,
por divulgá-las, a exemplo da Repubblica, L’ Unità, El Pais, le Nouvel
Observateur”, afirma manifesto da Federação Européia de Jornalistas. “Basta”
afirmou o presidente da FIJ, Jim Boumelha, presente à manifestação. “O uso
do poder econômico e político de Berlusconi para intimidar jornalistas e
amordaçar a mídia vai além de qualquer limite aceitável da democracia”,
declarou.
Os jornalistas também denunciaram que Berlusconi tem pressionado empresas a
eixarem de anunciar nos jornais que divulgam as citadas reportagens.
No dia 5, o juiz Raimondo Mesiano, da Corte de Milão, condenou Berlusconi a
pagar US$ 1,1 milhão por corrupção aquisição de ações da editora Mondadori
por sua financeira Fininvest.
O comerciante Giampaolo Tarantini, confirmou a promotores que supriu
mulheres – pagas por serviços sexuais – em 18 festas em residências de
Berlusconi em Roma e na Sardenha.
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