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China defende a retirada dos Estados
Unidos
do Afeganistão
“É possível tirar o Afeganistão da situação difícil em que se encontra desde
que seja adotada uma abordagem pacífica e recon-ciliadora rumo ao fim da
guerra”, afirmou Li Qingong, vice-secretário-geral do Conselho de Estudos
Políticos para a Segurança Nacional da China. Qingong afirma ainda que “os
Estados Unidos deveriam antes de tudo por fim à guerra, fonte da incessante
turbulência e violência nos últimos anos”.
“A legitimidade da ação militar dos EUA está sob crescente questionamento,
não trouxe nem a paz nem segurança prometidas”, acrescenta o dirigente.
“O novo presidente não pode apostar seu destino politico em uma guerra
impopular” e ressalta que, no entanto, “desde que assumiu como presidente,
Obama tem estado sob pressão crescente para reforço militar no Afeganistão”.
Qingong destaca que “o clamor dos que se opõem à guerra dará ao jovem
presidente a melhor chance para se livrar das pressões do Pentágono”.
“Uma vez que Obama, resolutamente, decida parar a guerra, isto não só iria
ao encontro das expectativas do público norte-americano mas também atuaria
no sentido de recuperar a imagem pacífica dos EUA e fortalecer o
presidente”.
Qingong declara que esta reconciliação no Afeganistão não pode precindir do
Talebã.
Ele lembra que nas últimas eleições houve no mínimo 600 seções de votação
com suspeita de fraude.
“A Alemanha, a França e a Inglaterra planejam uma conferência internacional
este ano para discutir a retirada gradual do Afeganistão”, prossegue, “a
comunidade internacional pode repercutir o crescente chamado internacional
contra a guerra para pedir a retirada dos EUA”. |