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Ruy
Casaes: “o retorno de Zelaya à Presidência não é negociável na comunidade
internacional”
O embaixador do Brasil na OEA, Ruy Casaes, que nesta quarta-feira estará em
Honduras, afirmou em entrevista ao portal “Terra” que o recuo do golpista
Roberto Micheletti em relação ao estado de sítio “facilita as nossas
negociações”. “Pode haver reuniões e manifestações”, acrescentou. Sob estado
de sítio, ressaltou, “é muito complicado não apenas o que a OEA pretende
fazer agora, mas sobretudo em relação às eleições”.
Casaes afirmou que a OEA pretende abrir uma “mesa de diálogo” com a
“participação das duas partes envolvidas, os candidatos presidenciais, os
partidos políticos, representantes da sociedade civil e membros da igreja”.
Estimulado pelos países participantes , mas “um diálogo interno”, com a
solução sendo “de interesse essencial do próprio povo de Honduras”. Ele
apontou que “o retorno de Zelaya à presidência da república é um elemento
não negociável na comunidade internacional”.
Quanto às manobras dos golpistas para ganhar tempo até as eleições de
novembro, o diplomata brasileiro destacou, como fato novo, que o atual
regime “sabe que essa tática pode levar ao rompimento da estrutura social
hondurenha”. “Vários países já disseram que nas condições atuais não
reconhecerão o novo governo”, destacou Casaes. Ele ressaltou que os partidos
políticos e os candidatos presidenciais “se deram conta de que essa postura
que vai criar um quadro de quase ingovernabilidade” do ponto de vista
internacional. “Os países não vão reconhecer o governo e ele será isolado”,
apontou. Há, ainda, o agravamento da paralisia econômica e do isolamento
comercial do país.
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