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Abusos da
SuperVia passaram do limite
Usuário
perde as estribeiras com a ferrovia privatizada no Rio de Janeiro
Empresa é
a mesma que utilizava o chicote para embarcar passageiros
Na quarta-feira, passageiros dos trens do Rio
revoltaram-se contra os serviços da SuperVia, um conluio entre fundos
especulativos, sobretudo americanos e ingleses, e a empresa espanhola
Construcciones y Auxiliares de Ferrocarriles, que, durante os governos
FH/Marcelo Alencar, tomou a malha ferroviária pela módica quantia de R$
30 milhões. Cerca de 30 mil pessoas não puderam chegar ao trabalho e a
outros compromissos no horário por conta de uma pane num trem que
obstruiu uma das linhas. Uma jovem declarou: “os trens estão sempre
atrasados, não dá nem para respirar lá dentro, de tanta gente”. Outro
passageiro relatou: “eles jogaram balde de cloro, deram tiros pro alto,
bateram nos passageiros”. Em abril, a SuperVia foi flagrada quando
funcionários chicoteavam passageiros para comprimi-los nos vagões. Desde
a privatização, as tarifas da SuperVia tiveram um aumento extorsivo.
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