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CNI: emprego cresce 1,1% em agosto e
salários recuam 3,3%
O emprego na indústria teve um crescimento de
1,1% em agosto comparado com o mês anterior, divulgou a Confederação
Nacional da Indústria (CNI) na quarta-feira (7). Foi a primeira vez que o
indicador teve alta no ano, após dez meses consecutivos de queda. Em relação
a agosto do ano passado, os números apresentam uma queda de 4,5%.
“A contínua queda do emprego nos primeiros meses
do ano dificulta a possibilidade de o emprego voltar aos níveis pré-crise
ainda em 2009”, avaliou a CNI. Segundo o chefe da Unidade de Política
Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, “os dados ainda são bastante
negativos quando comparamos com agosto do ano passado, pela magnitude da
perda de atividade industrial com a crise no final do ano passado e
primeiros meses deste ano. Mas a sequência de resultados favoráveis,
alavancada pela demanda doméstica, segue uma trajetória de recuperação que
vem crescendo nos últimos meses”.
A massa salarial real recuou 3,3% em agosto ante
julho. É a maior queda mensal desde quando teve início a série histórica, em
2006. Em todos os setores industriais ocorreu queda nas horas trabalhadas.
Quatro tiveram queda acima de 20%: madeira (-30,6%), material eletrônico e
comunicação (-30,1%), máquinas e equipamentos (-22,9%) e veículos
automotores (-21,9%).
“O mercado de trabalho reagindo sinaliza o
ajuste no mercado. Mas ainda não é completa, já que as horas trabalhadas
ainda não sinalizam uma recuperação e a massa salarial evolui em nível
abaixo do observado ano passado. As horas trabalhadas não acompanham o
movimento de crescimento”, alertou Flávio Castelo Branco.
As vendas reais da indústria tiveram alta de
1,2% em comparação com julho. Sem os efeitos da sazonalidade, o crescimento
é de 1,0%. Essa é a quarta expansão consecutiva do indicador, divulgou a CNI.
Em comparação com agosto de 2008, o índice de vendas teve baixa de 3,6%. O
faturamento da indústria de transformação caiu 7,9%.
O faturamento real entre julho e agosto teve
alta de 1% mesmo com agosto tendo dois dias úteis e com a valorização de
4,5% do real ante o dólar, o que reduz o valor em reais das exportações.
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