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Assessor campeia pela banda lenta das
teles
Durante o I Fórum
Nacional de Cidades, o assessor especial da Casa Civil, André Barbosa,
advogou a participação das teles no Plano Nacional de Banda Larga, que havia
sido descartada pelo secretário de Logística e Tecnologia da Informação do
Ministério do Planejamento, Rogério Santanna. “Não é apenas a crítica à
iniciativa privada que vai nos levar a novos caminhos. É preciso também
trabalhar com a iniciativa privada”, defendeu o assessor.
E acrescentou: “Não
vejo nenhum problema de conversar com a iniciativa privada. É verdade o que
o Rogério Santanna apresentou, de que as empresas ainda não são parceiras do
governo. Mas acho que elas estão mais com medo de uma estatização do que
qualquer outra coisa”.
O que Santanna havia
afirmado, com inteira razão, é que as teles não resolveram o problema da
banda larga – assim como não resolveram a universalização da telefonia fixa
– porque não estão interessadas. Não tem nada a ver com “medo” de
estatização alguma. E não estão interessadas pelo simples e bom motivo de
que a razão de ser de toda e qualquer empresa monopolista - principalmente
as estrangeiras, como a Telefónica - não é resolver os problemas da
população, mas aumentar mais e mais os seus lucros. Sem dispensar, é claro,
um providencial e substancial aporte do Estado. O BNDES que o diga.
Na defesa das teles -
que têm se locupletado com tarifas extorsivas, ao mesmo tempo em que
oferecem telefones mudos e panes freqüentes nos serviços de banda larga -, o
assessor propõe que as concessionárias que empalmaram as estatais utilizem a
infraestrutura pública, a qual Santanna propõe que seja gerida pela
Telebrás. Ele assevera que as grandes operadoras privadas têm capacidade de
investimento e conhecimento do setor. Para ficar só em um exemplo, basta
lembrar o Speedy, serviço de banda da Telefônica, para desmentir a assertiva
de Barbosa. Teve até sua venda suspensa. Aliás, não só a banda larga, mas
todo os serviços da Telefónica se tornaram um verdadeiro suplício para os
consumidores exatamente pela falta de investimento da empresa espanhola.
O Plano Nacional de
Banda Larga proposto por Santanna passa pela utilização das redes de fibras
ópticas do sistema elétrico brasileiro, que hoje somam mais de 30 mil km,
contando com as redes da Petrobrás, Furnas, Chesf, Eletronorte e da antiga
Eletronet.
VALDO ALBUQUERQUE
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