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Pedetistas de SP
fazem convenção e traçam planos para eleições de 2010
O PDT de São Paulo realizou sua primeira convenção estadual no sábado passado reunindo mais
2.300 pessoas entre delegados, militantes, lideranças comunitárias, sindicais e
parlamentares. Estiveram presentes o ministro do Trabalho, Carlos Lupi
(presidente nacional licenciado), o deputado federal Brizola Neto (vice-líder da
bancada), o secretário de Relações do Trabalho, Luís Antonio Medeiros, o
ex-presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e outros.

O deputado Paulo Pereira, presidente do partido
em São Paulo, abriu o evento fazendo uma avaliação do desempenho do partido no
estado, que elegeu após 30 anos o seu primeiro diretório estadual.
“Já estamos nos preparando para 2010. Vamos
dobrar as nossas bancadas, eleger senador, governador e queremos indicar Lupi
para presidente da República. Se nosso partido realmente tiver candidato, será
ele”, disse Paulinho, que também é presidente da Força Sindical.
Em sua fala, o ministro Carlos Lupi externou sua
posição: “Nas eleições de 2010 teremos que tomar uma decisão importante. E eu
quero que reflitam: nunca a imagem do Brasil foi tão forte. Não sou eu, mas o
mundo todo está dizendo: “O Brasil está dando certo”. Nós teremos, em 2010, que
decidir que caminho tomaremos. E de um lado, teremos Serra e Aécio. Do outro,
nós, no PDT, com o PT, o PSB, o PCdoB”. “Na minha opinião, a base aliada do
presidente Lula precisa apoiar apenas um candidato, indicado por ele, contra
Serra ou Aécio. Como Lula tem manifestado que o melhor é Dilma Rousseff , a
candidata da base é ela. Se ele preferir Ciro para disputar o governo de São
Paulo, vamos todos apoiá-lo”, disse.
Enquanto a aliança nacional não for decidida, o
partido não irá articular nomes ou fazer discussões sobre a disputa ao governo
de São Paulo. Na convenção, foi feita uma cerimônia para receber os novos
filiados ao partido, entre eles o ex-goleiro do Corinthians, Ronaldo Giovanelli,
o ex-prefeito de Cotia, Quinzinho Pedroso, o deputado estadual, Major Olímpio, o
diretor da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Lindolfo Santos,
entre outros.
Lindolfo lembrou o aniversário de 56 anos da
Petrobrás e destacou que foi com o monopólio estatal do petróleo, exercido sob a
lei 2.004/53, que ela fez grandes descobertas para o país. O dirigente sindical
defendeu que não haja leilões no pré-sal e a Petrobrás como operadora exclusiva.
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