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Metalúrgicos de autopeças decidem greve dia 19
em SP
Trabalhadores deram prazo até o dia 15 para
empresas aceitarem reivindicações
Convocados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de
São Paulo e Mogi e pela Federação dos
Metalúrgicos do Estado de São Paulo, sete mil
trabalhadores de empresas de autopeças
realizaram, terça-feira, manifestação no bairro
da Mooca, na zona leste da capital, por aumento
de 10%, e aprovaram indicativo de greve a partir
do próximo dia 19, caso as empresas não
apresentem contraproposta satisfatória às
reivindicações. A campanha salarial da categoria
reúne 53 sindicatos de metalúrgicos do Estado,
filiados à Força Sindical, que representam cerca
de 800 mil trabalhadores, com data-base em 1º de
novembro.
O presidente do Sindicato, Miguel Torres,
alertou que “os patrões têm prazo até o dia 15
para apresentar uma proposta satisfatória e
garantir a renovação de todas as cláusulas
sociais da convenção coletiva. No dia 16 faremos
assembleia geral para deliberar sobre a greve".
A categoria defende, além do aumento de 10%
(reposição da inflação + aumento real), piso
salarial único no valor de R$ 1.200, aplicação
da Convenção 158 da OIT (contra demissões
imotivadas); redução da jornada para 40 horas
semanais e estabilidade para os acidentados no
trabalho e portadores de doenças profissionais,
entre outras reivindicações.
O presidente da Força Sindical e deputado
federal Paulo Pereira da Silva também participou
do ato e sublinhou o papel da mobilização para
dobrar a intransigência do patronato: “Sem
aumento real não tem acordo. Se for preciso
vamos à greve”. Paulinho ressaltou ainda que
junto com as demais centrais sindicais, a Força
está presente no Congresso Nacional, para levar
a pauta da classe trabalhadora aos
parlamentares, assegurando avanços, como a
aprovação da PEC que reduz a jornada de trabalho
para 40 horas semanais sem redução de salário e
aumenta o percentual das horas extras.
Na quinta-feira, os metalúrgicos vão às ruas de
Jundiaí e na sexta-feira, o protesto reunirá
trabalhadores das fábricas das zonas oeste e
norte na Estrada Turística do Jaraguá, altura do
nº 453, em Pirituba.
Em Osasco e região, os 15 mil trabalhadores que
participaram das assembléias, nos 12 municípios
da base territorial, também reforçaram a
determinação pela greve. Segundo o presidente do
Sindicato, Jorge Nazareno, “a categoria percebe
a recuperação da produção e sabe que contribuiu
com este momento. Não vai tolerar ser tratada
dessa maneira e vai parar para cobrar respeito a
seus direitos". |