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Greve
garante negociação e bancos apresentam proposta de aumento
Com mais de sete mil agências paralisadas em
todo o país na quarta-feira, a greve dos bancários entrou no seu 14º dia
arrancando uma nova rodada de negociações com os banqueiros que, pela
primeira vez, acenaram com aumento real de salário e maior Participação nos
Lucros e Resultados (PLR).
Conforme a Confederação Nacional dos
Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), os banqueiros propuseram
reajuste de 6%, que significa aumento de 1,5% acima da inflação e PLR com
adicional passando a 2% do lucro líquido do banco, independentemente do
crescimento. Ainda pela proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban),
o teto do pagamento da PLR, que os banqueiros tentaram derrubar para 4%,
fica em 15%.
“Garantimos um novo formato para proteger o
ganho dos trabalhadores todo ano. A PLR como parcela do lucro líquido dos
bancos, e não como parte da variação, é uma proposta da categoria desde 2005
que foi conquistada no BB e agora avança para os outros bancos”, declarou o
presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e integrante do Comando
Nacional dos Bancários, Luiz Cláudio Marcolino. Nos bancos públicos,
assinalou Marcolino, a mobilização já garantiu o anúncio de milhares de
novas contratações para reduzir a pressão sobre os bancários e programas
contra o assédio moral. Pelo levantamento da Contraf, 27 mil trabalhadores
de 724 locais cruzaram os braços nos 26 estados do país e no Distrito
federal.
Até o fechamento desta edição as assembleias da
categoria, marcadas para quinta-feira, ainda não haviam definido pela
aprovação da proposta dos bancos ou pela continuidade do movimento. |