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Ferroviários
repudiam privatização da CPTM
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas
Ferroviárias da Zona Sorocabana denunciou que a privatização dos serviços de
manutenção da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) irá resultar em
precarização dos serviços e risco à população.
De acordo com o Sindicato, desde o início do
ano, o Governo do Estado visa entregar os serviços de manutenção da Série 5000
da CPTM (linha 8 - Diamante), que liga a Estação Júlio Prestes a Itapevi com um
ramal para Amador Bueno. O governo já privatizou as Série 2000 e Série 3000.
O Sindicato, que está convocando a mobilização
da categoria para impedir a entrega do serviço, destacou também que “estudos
demonstram que a Série 5000, que possui os serviços de manutenção estatais, é a
que apresenta menos falhas e problemas”. “Atualmente são trabalhadores que estão
lá há 20 anos, são técnicos especializados. Com a privatização isso tudo está em
risco. Não sabemos como será”, declarou a assessoria do Sindicato. Conforme o
Sindicato, entre as empresas interessadas na licitação estão a alemã Siemens e a
francesa Alstom, que fez pagamento de propina a integrantes do governo de São
Paulo nas gestões do PSDB.
Conforme denúncia da Bancada do PT de São Paulo
“a linha 8 da CPTM é a mais rentável do sistema de trilhos paulista, responsável
por 22% da receita de arrecadação com as passagens, e transporta 392 mil
passageiros por dia em seus 35 quilômetros de extensão. No entanto, mesmo diante
desses números, o governo paulista, por meio da CPTM (Companhia Paulista de
Trens Metropolitanos), vai conceder à iniciativa privada a responsabilidade de
assumir por 30 anos a renovação e reforma da frota de trens e a execução de
serviços de manutenção nas composições”. |