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Audiência pública na Alesp debate PEC da Moradia
Digna
A Assembleia Legislativa de São Paulo realizou
audiência pública na terça-feira (6), para
debater a Proposta de Emenda à Constituição
285/2008. A chamada PEC da Moradia Digna
estabelece a vinculação de 2% dos recursos
orçamentários da União e de 1% dos Estados, do
Distrito Federal e dos municípios aos
respectivos fundos de habitação de interesse
social durante 30 anos ou até que seja
erradicado o déficit habitacional.
A iniciativa de trazer o debate da Câmara
Federal, que está envolvendo todas as regiões do
país, foi do deputado estadual Simão Pedro (PT),
coordenador da Frente Parlamentar pela Habitação
e Reforma Urbana. Conforme o deputado, o país
tem um déficit de 7,2 milhões de moradias e mais
de 12 milhões de imóveis necessitam de
intervenções para que se tornem dignamente
habitáveis. A estimativa é que tamanha
quantidade de habitações seja suficiente para
abrigar um número de pessoas equivalente à
população da Argentina. "Esta questão só pode
ser solucionada através de política pública
específica, que é o que a PEC da Moradia propõe
por meio desta vinculação", declarou Simão
Pedro.
“Precisamos de dispositivos constitucionais que
assegurem o investimento das atuais
administrações e das futuras para eliminar o
déficit habitacional brasileiro. Dessa forma, o
dinheiro estará devidamente carimbado e
disponível para preencher os interesses e os
anseios da sociedade”, ressaltou o presidente do
Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil
de São Paulo, Antonio de Sousa Ramalho.
Para o presidente da Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Indústria da Construção e da
Madeira (Conticom/CUT), Waldemar de Oliveira, a
participação do movimento sindical e social, ao
lado dos representantes do empresariado,
"ampliará a pressão para garantir a efetivação
desta medida, de profundo conteúdo social".
"Estamos recolhendo milhares de assinaturas para
reforçar a aprovação da PEC da Moradia Digna
que, além de combater o déficit habitacional,
vai impulsionar ainda mais a geração de trabalho
e renda no setor", frisou.
A proposta do projeto é considerada pelo
secretário da Habitação do Mato Grosso do Sul,
Carlos Eduardo Marun - estado que também sediou
recentemente uma audiência pública sobre o
tema-, “uma evolução do programa Minha Casa,
Minha Vida, do governo federal, que propõe a
criação de um milhão de moradias e que provou
ser possível investir em habitação social".
Entre outros, usaram a palavra na audiência os
deputados federais Paulo Teixeira e Luiza
Erundina; o deputado estadual Enio Tatto,
presidente da Coordenadoria Nacional pela
Moradia Digna; Emídio de Souza, prefeito de
Osasco; Sérgio Watanabe, do Sindicato da
Indústria da Construção Civil do Estado de São
Paulo (Sinduscon) e Míriam Hemogenes,
representante dos Movimentos Sociais pela
Habitação. |