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Chanceler de Honduras saúda
a presença da OEA e afirma “certeza da vitória”
A ministra de Relações Exteriores de Honduras, Patrícia Rodas, enviou, de
Washington na quarta-feira, dia 7, um comunicado aos hondurenhos.
“Fomos informados que, na quarta-feira, os chanceleres de povos irmãos de nossa
América, em missão especial em Honduras, pressionam pela restituição do
presidente Zelaya e o retorno a ordem constitucional.
Os chanceleres condicionam a legitimidade de sua missão ao fim da repressão
massiva e seletiva contra a população, ao restabelecimento dos meios de
comunicação que foram sabotados pela ditadura, e a que se levante o cerco
militar em torno da embaixada da República Federativa do Brasil, imposto pelo
regime com o objetivo de isolar o presidente da república.
Os representantes que acodem em solidariedade com o povo de Honduras, rechaçam
qualquer pretensão do regime de construir espetáculos de mídia ou falsos
cenários, que com a intenção de confundir a opinião pública, consigam
desprestigiar seus esforços e a boa vontade de coadjuvar a que se respeitem a
vontade democrática do povo e as resoluções internacionais contra o golpe de
estado militar.
Exigem que a ditadura acate as resoluções dos organismos internacionais sobre a
restituição imediata do presidente da República e o retorno à ordem
constitucional, e que o regime golpista não continue burlando a dor do povo
hondurenho e a boa vontade da comunidade internacional, especialmente dos povos
da América Latina e do Caribe.
Manifestam sua solidariedade com o irmão povo hondurenho, vítima da violação de
seus direitos humanos e garantias constitucionais. Pedem ao presidente Zelaya
continuar a luta a favor da restauração da ordem constitucional, do estado de
direito e da soberania popular, para que jamais, nunca mais, um golpe de estado
militar como o que sofre Honduras, dispare ao coração da liberdade e a
democracia.
Para que jamais, nunca mais, um golpe de estado militar dispare ao coração de
nossa América.
No final da jornada, os chanceleres dos países irmãos não serão cúmplices da
ditadura, os ditadores terão mostrado sua essência apátrida e continuarão
sofrendo o desprezo internacional.
E o mais importante, com a solidariedade dos povos do mundo, junto a nosso
presidente e com nosso povo em resistência, seguimos e seguiremos em pé de luta,
com nossas convicções e a segurança absoluta na vitória.
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