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Terra grilada pela Cutrale pertence à
União desde 1909
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária (Incra) informou que em 1997 foi feita a primeira ação
reivindicatória de terras na área onde está localizada a fazenda Santo
Henrique, ocupada pela Cutrale. Ainda segundo o Incra, desde 2006 essa
fazenda é objeto de ação reivindicatória proposta pela autarquia, “por
pertencer a um conjunto de terras públicas da União que constituíam o antigo
Núcleo Colonial Monção. No momento, o Incra aguarda decisão da Justiça
Federal sobre a posse do imóvel”.
O Núcleo foi criado em 1909 para implantar um
projeto de colonização, a partir de um grupo de fazendas que foram compradas
pela União e por outras recebidas como pagamento de dívidas da Companhia de
Colonização São Paulo/Paraná. Ocupa uma área de cerca de 40 mil hectares,
entre os municípios de Iaras, Borebi, Agudos, Lençóis Paulistas e Águas de
Santa Bárbara.
O projeto de colonização não prosperou e as
terras foram ocupadas irregularmente. Em 2003, foi feito um levantamento do
histórico dessas terras. Os ocupantes foram informados sobre a situação em
que se encontravam. Algumas empresas entraram de acordo com o Incra. A
Lwarcel Celulose, por exemplo, reconheceu que a terra em que se encontrava
pertencia à União fez uma troca. Outras, como a Cutrale, permaneceram em
situação irregular.
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