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Para o líder na Câmara e o presidente do PT, acusação a Lobão não tem
fundamentol
Para o líder do PT na Câmara dos deputados,
Cândido Vaccarezza (SP), não houve “comprometimento ético do ministro [Edison
Lobão]” ao ler e avaliar a matéria que trata de um suposto tráfico de influência
do filho do senador José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado, no Ministério
das Minas e Energia. Segundo a matéria, Fernando Sarney e o ex-ministro Silas
Rondeau interferem na agenda do ministro Lobão e agendam compromissos com
empresários para o ministro, e teria como base diálogos dos dois com Lobão ou
assessores e secretárias em gravações feitas pela Polícia Federal na Operação
Boi Barrica, rebatizada de Faktor.
“É natural ligar para o ministro como amigo e
fazer um pedido. Não vejo comprometimento ético nisso. Diante do que li, fico
com a versão dele”, reafirmou Vaccarezza.
O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini
(PT-SP), declarou que “todo vazamento tem um propósito”. “Minha opinião é a de
que é preciso que se cumpram todas as etapas do devido processo legal, provar se
realmente houve ou não houve tráfico de influência, para só então emitir
qualquer juízo de valor”, avaliou.
O ministro Edison Lobão afirmou que Fernando
Sarney “não exerce influência no Ministério de Minas e Energia, ao qual não
pertence” e que ele não “marca nem desmarca” reuniões. O ex-ministro Silas O
ex-ministro Silas Rondeau disse que não fez tráfico de influência.
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