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Em depoimento ao MP, vice diz que tem provas do caixa 2 dos Crusius
O vice-governador gaúcho, Paulo Feijó (DEM),
disse em um depoimento, gravado em vídeo, ao Ministério Publico Federal, ter em
seu poder provas do caixa 2 da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius
(PSDB), durante a campanha em que concorreram juntos em 2006.
Trechos do depoimento foram divulgados na
noite de quinta feira (8) no telejornal RBS Notícias, da RBS TV.
Na gravação, Feijó se disse espantado com a
diferença entre o custo dos serviços prestados pelo marqueteiro da campanha e os
valores lançados na planilha da governadora.
Segundo ele, enquanto o serviço custou R$ 1,5
milhão foi lançado no valor de R$ 5 milhões.
O vice-governador sustentou aos procuradores
federais tem condições de entregar “diversos e-mails”, além da cópia “do
contrato de R$ 5 milhões, planilhas de captação e planejamento de captação”.
Feijó afirmou ainda ao MPF que Carlos Crusius,
hoje ex-marido da governadora, foi o principal operador deste esquema que
desviava as contribuições para a campanha. Segundo ele, Crusius, coordenador
geral da campanha, acompanhava de muito perto o recebimento destes valores,
“principalmente, as receitas que não foram declaradas”.
Yeda, o ex-marido, Carlos Crusius, e vários
de seus atuais ou ex-assessores de primeiro escalão, foram denunciados à Justiça
Federal pelo MPF por participação em um mega esquema que desviou de R$ 44
milhões do Detran/RS e levou a um pedido de impeachment contra a governadora.
Feijó também já foi alvo de uma ação do
Ministério Público Estadual por improbidade administrativa, porque sua empresa,
a AFP, foi contratada para prestar serviços de consultoria para formatação de um
plano de venda de ativos da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em 2007,
quando já ocupava o cargo. |