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AEPET:
trabalhadores devem ser compensados à altura de sua dedicação à Petrobrás
Em carta aberta aos petroleiros, a Associação
dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET) apresentou sua análise em torno do
Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) - 2009/2011, e considerou dois pontos
cruciais como principais bandeiras do setor: “(1) A defesa da valorização
dos recursos humanos que garantem a eficiência e o destaque que a Petrobrás
ocupa no cenário mundial; e (2) a defesa da retomada da lei 2004 e do
monopólio estatal do petróleo exercido por uma Petrobrás 100% estatal.”
A carta, assinada pela diretoria da
associação, defende a nacionalização do petróleo e apresenta a relação
soberania/recursos minerais como um aspecto essencial para o futuro
socioeconômico do Brasil. “Abrir mão da Soberania Nacional é uma atitude que
não se vê entre os países ditos ‘do primeiro mundo’. Não se consegue a
inserção e o destaque que nosso País precisa sem a defesa de seus recursos
minerais.”
A AEPET lembrou que “quem constrói a
Petrobrás são os seus profissionais e isto ficou muito claro agora com a
descoberta do Pré-Sal” e criticou os baixos salários da categoria. “Não é
possível aceitar que os trabalhadores não sejam recompensados à altura da
sua dedicação, competência e comprometimento com a Companhia.”
A associação também demonstrou receio com o
futuro da Companhia. “Qual será afinal o objetivo da atual política de
Recursos Humanos da Petrobrás? Trocar sua experiente, qualificada e dedicada
mão-de-obra por profissionais baratos e efêmeros, auxiliados por uma
mão-de-obra terceirizada cada vez maior e mais precária?”, questionou.
A associação ainda lembrou que “é tradição da
AEPET não envolver-se em questões sindicais, para o que, inclusive, não tem
mandato, entretanto não podemos calar frente a uma política de pessoal
deletéria com reflexos nos acordo coletivos de trabalho, comprometendo
seriamente o futuro da Petrobrás, a qual temos obrigação estatutária de
defender, assim como os direitos dos seus trabalhadores e nossos associados.
Por fim, a AEPET conclamou “a todos os
petroleiros a participarem das Assembleias convocadas pelos Sindicatos sobre
o ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) – 2009/2011” a exemplo dos “funcionários
dos Correios que recusaram as propostas iniciais, foram à luta e conseguiram
aumento real de mais de 100% desde 2003”. |