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Ação de franco-atiradores faz “repressão
psicológica” contra a Embaixada brasileira
“Quero denunciar, porque a mídia permitida em Honduras o esconde, que alguns
soldados franco-atiradores cometem atos de intimidação frente à Embaixada do
Brasil contra o Presidente Zelaya , sua família e os acompanhantes. Condenamos
esses fatos. É o diálogo do terror. Somos solidários e temos que incrementar a
solidariedade nacional e internacional também com todos os presos políticos”,
declarou Juan Almendares, médico e pesquisador, ex-reitor da Universidade
Nacional Autônoma de Honduras e Decano da Faculdade de Ciências Médicas.
DIPLOMATA
As declarações do cientista foram endossadas pelo diplomata brasileiro Lineu de
Paula que relatou que “militares hondurenhos colocaram plataformas diante da
Embaixada do Brasil em Tegucigalpa - onde está abrigado Manuel Zelaya - para
observar o interior da sede diplomática”. “Não sabemos o que querem, mas isso é
um absurdo, não têm o direito de olhar o interior de nossa sede, ignoram que
isto é uma representação diplomática”, disse o funcionário à AFP por telefone.
Segundo Lineu de Paula, a situação foi informada à chancelaria brasileira, à OEA
(Organização dos Estados Americanos) e às Nações Unidas.
XIOMARA
“Com a saída da missão de chanceleres da OEA quinta-feira, dia 8, eles
aumentaram a repressão, não deixam entrar roupa, revistam a comida
minuciosamente, atuam para atemorizar”, disse a primeira dama, Xiomara Castro.
Acompanhando seu marido na embaixada, juntamente com outras 60 pessoas (entre
elas familiares, colaboradores e jornalistas), Xiomara confirmou a existência de
rampas onde se localizam franco-atiradores com mira no prédio da embaixada
brasileira.
“É uma forma de repressão psicológica. Eles têm um elevador mecânico, veem tudo
o que tem na embaixada. Vimos franco-atiradores. Eles tentam nos amedrontar, nos
atemorizar. Há 107 dias, vemos todos tipo de repressão”, comentou.
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