|
Transposição piora o mau humor de Serra
No dia em que o presidente Lula foi vistoriar as
obras de revitalização do rio São Francisco, o governador de São Paulo, José
Serra (PSDB), criticou uma suposta falta de investimentos em áreas
ribeirinhas do Rio São Francisco, relegadas pela transposição, na opinião
dele.
Foi dessa forma que Serra tratou aquilo que Lula definiu como “um
megaprojeto” e que está orçado em R$ 6 bilhões. “As áreas que já estão na
beira do rio deviam ser irrigadas. É muito curioso cuidar da transposição e
esquecer daqueles que estão nas margens do rio. Não vejo motivo para não
investir nisso”, disse Serra, como se uma das metas principais do projeto de
transposição do São Francisco não fosse justamente ampliar as áreas de
irrigação, atendendo cerca de 12 milhões de pessoas em volta dos canais. De
acordo com o governo, outra preocupação é com a revitalização do rio São
Francisco, motivo pelo qual o presidente Lula foi vistoriar as obras na
quarta-feira. O Ministério da Integração estima que as áreas de irrigação
serão expandidas em 800 mil hectares nos próximos anos.
Para Lula, “nós não podemos fazer com que a
gente tire água do rio São Francisco para matar a sede de 12 milhões de
nordestinos, sem antes a gente recuperar o rio São Francisco”. “Depois,
resolvemos recuperar as margens degradadas do rio São Francisco. E por isso
estamos fazendo o maior projeto de florestamento das matas ciliares do rio
São Francisco que já foi feito”, completou.
“Pelo Programa Água para Todos foram concluídas
4.121 cisternas, em 54 municípios. Estão concluídos os sistemas de
abastecimento rural em Itamarati, em Juazeiro-Bahia, e a instalação de
equipamentos para 63 poços tubulares em Minas Gerais. Já foram executados
28% dos programas básicos ambientais que visam a eliminação, minimização e
controle dos impactos ambientais causados pelas obras”, informou Lula em seu
discurso em Buritizeiro (MG), um dos locais visitados. Ver mais na matéria
ao lado.
|