Lula vistoria as obras do rio São Francisco e
assegura que elas “não ficarão pela metade”
“Esta
obra foi pensada em 1847. Quase 200 anos depois,
não conseguiu andar, porque tivemos muitos
governantes de duas caras, que prometiam fazer a
obra em um estado e não faziam e prometiam não
fazer em outro estado”, afirmou Lula, na
quarta-feira, em Buritizeiro, município de Minas
Gerais, ao vistoriar as obras de revitalização
do Rio São Francisco.
Ele garantiu que “as obras no São Francisco não
ficarão pela metade” e afirmou que “não é
possível tirar água do São Francisco para matar
a sede de 12 milhões de nordestinos sem antes
recuperá-lo”. Ele citou ações como
reflorestamento para recuperar as matas ciliares
e o tratamento de esgoto para evitar a
contaminação do rio. Estiveram nas obras, junto
com Lula, a ministra Dilma Rousseff, o deputado
Ciro Gomes, o governador de Minas, Aécio Neves,
e o ministro da Integração Regional, Geddel
Vieira Lima.
Em seu discurso, o presidente Lula fez elogios
tanto à ministra Dilma como a Ciro Gomes. “São
grandes companheiros”, disse. E ressaltou que
“os dois têm vocação para carreira solo”. As
obras que estão sendo vistoriadas pelo
presidente são orçadas em R$ 6 bilhões. O
governo prevê a conclusão de boa parte das obras
no ano que vem. A visita vai durar 3 dias.
O roteiro inclui também visitas às cidades
pernambucanas de Arcoverde e Custódia, nos
canteiros de obras na tomada de água do Eixo
Leste e obras da Estação de bombeamento vertical
1 e o canal. Depois de encontrar com os
trabalhadores, o presidente voa de helicóptero
para os lotes 1 e 2 do Eixo Norte, próximos a
Cabrobó, em Pernambuco.
Cerca de 8,4 mil pessoas trabalham dia e noite
no sertão pernambucano para cumprir o cronograma
da transposição do São Francisco. Segundo o
Ministério da Integração Regional, 4,5 mil
máquinas estão sendo usadas nas obras. O projeto
prevê levar água para 12 milhões de nordestinos.
Segundo o coordenador-geral do projeto,
Frederico Fernandes de Oliveira, o objetivo
principal é levar água limpa para a população do
sertão e o eventual uso para o agronegócio será
avaliado se houver excedente.
O Ministério destaca ainda que a transposição
vai perenizar rios da região, além de manter o
nível dos açudes em um patamar que viabilize a
pequena agricultura e a irrigação nos estados de
Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e
Ceará.