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Marinho continuará sendo investigado no caso da propina da Alstom, decide
o TJ
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP)
indeferiu um pedido do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Robson
Marinho, para que fosse excluído da investigação sobre a multinacional Alstom,
denunciada por pagar propinas a autoridades dos governos do PSDB para obter
contratos no Metrô, na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e na
área de energia.
Marinho foi tesoureiro da campanha de Mário
Covas ao governo de São Paulo em 1994 e ocupou a chefia da Casa Civil de 1995 a
1997, quando foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas. O Ministério Público
da Suíça bloqueou uma conta bancária do conselheiro com a suspeita de que ela
foi usada para receber propina da empresa, em depósitos que superam US$ 1
milhão.
A defesa do conselheiro pediu a antecipação da
tutela recursal, ou seja, que o tribunal antecipasse os efeitos do julgamento,
alegando que o Ministério Público do Estado teria usado provas “falsas”. Segundo
o advogado do acusado, Luiz Antonio Alves de Souza, a Promotoria não conseguiu
demonstrar o pagamento de propina a Robson Marinho.
Para o Ministério Público, a principal prova
contra o conselheiro é o bloqueio da conta pela Justiça da Suíça. Os promotores
suspeitam que o dinheiro depositado pela Alstom na conta bloqueada é resultado
da intermediação de um aditivo em contrato da empresa com a Eletropaulo, na
época uma empresa estatal paulista.
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