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Amorim: “nós da OEA
queremos o retorno de Zelaya ao governo”
O ministro das Relações Exteriores, Celso
Amorim, reiterou na terça-feira que a “posição de todos da OEA é a restituição
do presidente Zelaya ao governo” de Honduras.
“Eu sempre sou otimista. Desde o início fui
otimista e continuo otimista. Acho que fizemos a coisa certa que dá condições
para que exista esse diálogo. Depende agora de flexibilidade [dos golpistas]”,
disse, lembrando que o presidente Zelaya “já demonstrou muita flexibilidade”.
“A posição oficial não é do Brasil é da OEA. É
de todos os membros da OEA, é de restituição (ao poder) do presidente Zelaya.
Agora, as condições precisas e as datas, isso faz parte da negociação que está
havendo. Nós achamos positivo que haja negociação. Na realidade, nós sempre
achamos que a presença do presidente Zelaya em Tegucigalpa sob a proteção da
Embaixada do Brasil ajudaria no diálogo. Agora precisa ver e deixar os
hondurenhos conversarem e chegarem às suas conclusões”, comentou Amorim, após
audiência entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro de
Cabo Verde, José Maria Neves.
O presidente da Organização dos Estados
Americanos (OEA), José Miguel Insulza, declarou que espera um avanço nas
discussões nos próximos dias. “Estão circulando ideias sobre cronogramas
diferentes para o retorno do presidente”, disse.
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