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“Folha” não sabia que Emater é empresa estadual e não ONG
O ímpeto da “Folha de S. Paulo” contra o
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fez a editora da coluna
Painel, Renata Lo Prete, cometer uma grande gafe, em nota com o título
“Combustível novo” publicada na edição do dia 9 de outubro passado. A
colunista escreveu que “ONGs ligadas ao MST” que recebem recursos do Incra
“também têm contratos com a Petrobrás”.
Renata Lo Prete listou as Ematers – empresas
vinculadas aos governos estaduais, que executam programas de assistência
técnica e extensão rural no âmbito da administração pública – entre as
“ONGs” que disse serem “ligadas ao MST”. Segundo ela, os recursos da estatal
chegam às “ONGs” por meio de projetos de biodiesel, tocados pela Petrobrás
Biocombustível.
Em carta encaminhada à “Folha”, a Petrobrás
esclareceu que Emater “é uma entidade pública ligada a secretarias estaduais
de agricultura, e não uma ONG como foi publicado”. A estatal explicou que a
Petrobrás Biocombustível firma contratos com empresas de assistência técnica
agrícola nas regiões onde atua, visando a estruturação de cadeias produtivas
agrícolas de suprimento da matéria prima.
“A prestação deste serviço é obrigação legal,
conforme lei federal que regulamentou o Programa Nacional de Produção e Uso
do Biodiesel, e é condição imprescindível à manutenção do Selo Combustível
Social”, diz a carta.
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