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Projeto paranaense de TV multimídia na escola é reconhecido como melhor dentro e
fora do país
O projeto pioneiro da TV Multimídia
implantado nas escolas do Paraná foi a estrela de Seminário sobre impacto da
tecnologia na sala de aula, promovido pelo Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID), em Washington (EUA). O evento foi transmitido para todo o
mundo por videoconferência e mostrou que a proposta paranaense supera as outras
alternativas disponíveis no Brasil por ter o custo mais baixo.
Mesmo o Jornal do Estado, de Curitiba, que
não pode ser acusado de elogiar o governo de Roberto Requião (PMDB), reconheceu,
em matéria publicada na semana passada, que o projeto paranaense foi uma
revolução nas escolas estaduais. Enquanto no Paraná cada unidade do novo
aparelho custou R$ 860, a Bahia pagou R$ 1.200, Santa Catarina pagou R$ 1.000 e
o Espírito Santo R$ 1.374. Roraima, Sergipe e o Distrito Federal chegaram a
pagar R$ 1.350 em cada televisão, diz o jornal.
A aquisição das TVs, e dos pen drives
entregues aos professores, faz parte do programa Paraná Digital, considerado,
hoje, o maior programa de informatização escolar já feito no Brasil.
Nos últimos seis anos, foram aplicados no
projeto mais de R$ 277 milhões para compra das televisões, a construção e
instalação de laboratórios de informática, a ampliação da rede de fibra ótica e
mobiliário.
Cada sala de aula da rede de ensino estadual
tem uma TV com pen drive, com acesso aos canais abertos, entrada USB e podem
exibir arquivos de vídeo, áudio e imagem.
A estudante da oitava série da Escola
Estadual Guimarães Rosa, em Assis Chateaubriand, Mariane Saqueti Canales, 14
anos, revela seu entusiasmo sobre o projeto. “Os laboratórios e as salas de aula
foram totalmente remodelados e cada sala tem a TV, que utilizamos para
apresentar trabalhos. As aulas também ficam bem mais interessantes com o uso
destes recursos”, afirmou.
“Tudo fica menos cansativo. Lembro de uma
aula de história em que o professor descrevia uma vila medieval enquanto
apresentava imagens na tela. Acho que sem ver as fotos, eu não entenderia nada”,
conta o estudante Alisson Schmidt, de 15 anos. |