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Serra
altera acordo coletivo na Cesp e funcionários vão à greve
Os trabalhadores da Companhia Energética de São
Paulo (Cesp) realizarão greve a partir da próxima quarta-feira (21). A
decisão foi tomada nas assembleias deliberativas, na terça-feira, após os
representantes da empresa não comparecerem à mesa redonda agendada na
Gerência Regional do Trabalho (GRT) em Bauru, no dia 8, com o Sindicato dos
Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia-CUT).
A paralisação dos trabalhadores será por tempo
indeterminado nas usinas Porto Primavera, Jupiá e Ilha Solteira após o
Governo do Estado de São Paulo se negar a dialogar e, ainda, alterar
cláusulas na redação final do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) negociado em
agosto com o Sindicato e aprovado pelos trabalhadores em assembleias.
“Em nenhum momento os trabalhadores poderão
permitir que o Governo do Estado faça as alterações no ACT sem antes ter um
exaustivo processo de negociação. Caso o trabalhador não demonstre sua
indignação, o senhor José Serra nos próximos anos poderá retirar direitos
numa ‘canetada’”, afirmou a direção do Sinergia CUT.
As modificações ocorreram na Cláusula 2ª
(alterou a vigência do ACT de um ano para três anos em caso de
privatização), Cláusula 4ª (retirou os parágrafos que estabelecem prazos e
critérios para a negociação, deixando lacunas com relação às negociações da
PRR dos trabalhadores - período de apuração, forma de distribuição, entre
outros pontos), e Cláusula 46ª (mantém pontos que não foram negociados
durante a CS 2009).
Para o Sinergia-CUT, esta situação representa
“um retrocesso, pois fere o princípio democrático de negociação das
entidades sindicais que levaram a proposta da Cesp para as assembleias.
Assinar o Acordo Coletivo de Trabalho alterado pela Cesp significa submeter
os trabalhadores ao autoritarismo com o qual o Governo do Estado conduz as
negociações”. |