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Juíza dá 48
horas para SuperVia tirar trens-sucata de circulação
A juíza Maria Isabel Gonçalves, da 6º Vara
Empresarial do Rio de Janeiro, baixou uma liminar exigindo que a companhia
controladora da malha ferroviária fluminense, a SuperVia, providencie o
conserto de todos os problemas técnicos do seu sistema na região
metropolitana em um prazo máximo de até 48 horas, ou retire de circulação os
trens que põem em risco a segurança dos passageiros. Segundo o Tribunal de
Justiça (TJ), a liminar estabelece uma multa de R$ 100 mil por dia caso a
ordem seja descumprida.
Apesar dos problemas causados na semana passada
pela falta de manutenção dos trens, nesta quarta feira os passageiros ainda
tiveram que enfrentar um atraso médio de 15 minutos nas composições que
circulavam nos dois sentidos do ramal de Japeri, devido a falhas ocorridas
por volta das 18h40m com um trem que seguia em direção à Central.
O promotor Carlos Andresano, do Ministério
Público do Rio, citou especialmente o primeiro problema ocorrido na semana
passada, que resultou em um protesto em meio aos trilhos da estação de
Nilópolis (Baixada Fluminense) por quatro horas. No dia seguinte, um novo
problema nos trens foi seguido por outro protesto deixando 5 feridos, desta
vez na estação Central do Brasil, de onde partem todos os ramais do centro
do Rio para a Baixada.
“Quem tiver perdido o emprego ou o salário
descontado em função do atraso nos trens pode cobrar ressarcimento da
SuperVia”, explicou Andresano.
Ainda nesta quarta-feira, o deputado Gilberto
Palmares (PT), em audiência na Comissão de Trabalho da Assembleia
Legislativa do Estado do Rio (Alerj), afirmou que a Agência Reguladora de
Transportes (Agetransp) já sabia que as portas dos vagões antigos estariam
lacradas pela SuperVia, fator que foi o estopim do protesto de quarta
passada. “Fui à Agetransp para denunciar isso na semana passada e o
presidente interino, Maurício Agnelli, me disse que era verdade. Se sabiam
disso. Por que permitiram que a SuperVia lacrasse as portas? Isso é ilegal e
nada foi feito”, questionou o deputado.
Os usuários do sistema de trens podem fazer
reclamações sobre o transporte na ouvidoria do Ministério Público Estadual,
pelo número 127. |