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Venezuela retoma a administração do Hotel Hilton na Ilha
Margarida
O governo da Venezuela retomou a
administração do complexo hoteleiro Hilton na Ilha Margarida, após o
vencimento, no último dia 13, da concessão de 20 anos outorgada à rede
hoteleira internacional, informou o ministro do Turismo, Pedro Morejón, em
entrevista à rede Venezuelana de Televisão.
O ministro indicou que o governo venezuelano
tem a maioria das ações do Hotel Margarita Hilton desde a crise bancária de
1994-1995, encontrando-se o grupo hoteleiro “imerso em litígios” com a
Superintência dos Bancos. “O Hilton Margarita é um hotel que está em
processo de intervenção desde a crise bancária de 1995, quando o Estado
tomou posse da maioria das ações”, afirmou.
Com relação ao vencimento da concessão,
Morejón destacou que “no dia 13 de outubro, se vencia o contrato da cadeia
Hilton outorgada para a administração do hotel. Em vista dessa situação,
tomamos posse da direção do mesmo”. O ministro informou ainda que o
vice-presidente do grupo Hilton irá à ilha Margarita reunir-se com as
autoridades venezuelanas para concretizar a transferência.
O complexo hoteleiro é um dos principais
pontos turísticos da Venezuela, abarca mais de 89 mil metros quadrados de
construções na ilha, possui 280 quartos e 210 suítes, cassino, assim como
uma marina de cerca de 26 mil metros quadrados, com porto para cruzeiros
internacionais. O Margarita Hilton foi a sede da II Cúpula América do
Sul-África, que reuniu no final de setembro chefes de Estado e
representantes de mais de 60 países.
A administração do hotel será transferida
para a empresa estatal Venezuelana de Turismo (Venetur), vinculada ao
Ministério do Turismo. “Agora, a administração do hotel será efetuada sob
uma nova concepção, onde estarão integradas as comunidades a fim de
conquistarmos o processo de inclusão de todas e todos no sistema turístico”,
destacou o ministro.
“É dever do Estado contar com alojamentos e
locais de recreação dentro de uma política de inclusão social e econômica”,
declarou o presidente Hugo Chávez, sublinhando que a medida representa “um
compromisso do Estado de avançar com qualidade na construção de uma
realidade socialista coletiva”. |