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Governos
da China e da Rússia trabalham por acordo monetário para substituir dólar e
euro
Em evento realizado durante a visita do primeiro-ministro Putin a Pequim,
Rússia e China anunciaram que estão trabalhando para que o comércio entre os
dois países passe a usar suas respectivas moedas, o rublo e o yuan. A meta é
alcançar um acordo monetário bilateral, em substituição ao dólar e ao euro.
Os pagamentos em moedas locais que já vêm sendo feitos em áreas de fronteira
será expandido, segundo o vice-primeiro-ministro chinês, Zhang Dejiang.
A medida foi confirmada pelo vice-primeiro-ministro russo, Aleksander Zhuvov,
mas ainda irá requerer mais tempo. Para incentiva-la, bancos russos serão
estimulados a se instalarem na China e vice-versa. Anteriormente, o governo
chinês havia manifestado sua disposição de usar o yuan no comércio com a
Rússia e com o Sudeste asiático. Com Hong Kong, que tem um status especial
de transição de 50 anos, a China já iniciou a mudança.
Na visita, as estatais Gazprom e Companhia Nacional de Petróleo da China
assinaram novos acordos para fornecimento de petróleo e gás russo.
Os acordos, que avançam os compromissos estabelecidos no memorando conjunto
de junho, foram assinados pelo vice-primeiro-ministro russo Alexei Miller e
pelo vice-primeiro-ministro chinês Wang Qishan.
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