|
Telefónica tenta aumentar o seu monopólio
com GVT e BrOi apoia
A Telefónica anunciou no dia 7 uma oferta para a
compra de pelo menos 51% das ações da GVT. O preço por ação oferecido foi de
R$ 48, o que representa cerca de R$ 6,5 bilhões. O leilão seria realizado no
dia 19 de novembro próximo. Anteriormente, o grupo francês Vivendi havia
ofertado R$ 42 por ação.
A operadora espanhola atua em São Paulo,
enquanto a GVT atua na região da antiga BrTelecom, hoje absorvida na BrOi.
No entanto, o presidente da BrOi, Luiz Eduardo
Falco, declarou apoio à Telefónica e oposição à entrada da Vivendi no
Brasil: “Eles [a Telefónica] conhecem o mercado brasileiro. Sabem quais são
as nossas dificuldades. Teria mais receio se tivesse que enfrentar o grupo
francês Vivendi. Eles não sabem nada daqui e poderiam promover ações
complicadas e abandonar o País, como há exemplos na história. O Brasil é um
bicho estranho e precisamos de players que conheçam as nossas regras”.
Em resumo: a entrada da Vivendi provocaria a
reestruturação do cartel, hoje formado principalmente pela Telefónica e pela
BrOi. Assim, o presidente da última apoia que a Telefónica entre em sua área
ao invés da Vivendi. Sem dúvida, não é porque a Telefónica conheça mais o
Brasil do que a Vivendi ou que esta seja mais instável em seus negócios do
que a primeira, aliás, uma recordista neste quesito. O problema é que o
cartel já está acertado, inclusive quanto aos preços e no modo de lidar com
a Anatel. A entrada de outro monopólio - e a Vivendi é um dos maiores do
mundo - perturbaria esses acertos.
Os acionistas controladores da GVT são Global
Village Telecom Holland (15,05%) e o fundo de investimento norte-americano
Swarth Investiments (14,98%). Em 30 de junho de 2009, a GVT tinha
aproximadamente 2,3 milhões de linhas em serviços, incluindo voz, banda
larga, dados e serviços de VoIP.
|