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Vereadores cassados
do PSDB e DEM anunciam que vão recorrer
O juiz Aloísio Sérgio Resende Silveira, da 1ª
Zona Eleitoral de São Paulo, cassou os mandatos e tornou inelegíveis por três
anos um suplente e 13 dos 55 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo, por
captação ilícita de recursos na campanha eleitoral de 2008. O número corresponde
a quase um quarto das cadeiras. A presidência da Casa informou que os cassados
integram a base de apoio ao prefeito Gilberto Kassab (DEM).
De acordo com a Justiça Eleitoral, os vereadores
receberam doações da Associação Imobiliária Brasileira (AIB) em valor acima do
permitido pela legislação, que impede que doações de pessoas jurídicas superem
2% da receita anual da entidade. A AIB está entre os maiores financiadoras da
campanha, com doações de R$ 2,94 milhões apenas a 26 candidatos vitoriosos da
capital.
Somando-se as doações feitas a candidatos
derrotados e àqueles que concorreram em outras cidades, 44 políticos no total, a
entidade doou R$ 4,43 milhões. Segundo o Ministério Público, a AIB teria de ter
arrecadado no mínimo R$ 325 milhões em 2007, mas não demonstrou ter essa
capacidade financeira.
Quase todos já anunciaram que vão recorrer da
decisão ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Entre eles, os vereadores Domingos
Dissei (DEM), Carlos Apolinário (DEM), Gilson Barreto (PSDB), Dalton Silvano
(PSDB), Adolfo Quintas (PSDB), Ushitaro Kamia (DEM), Carlos Alberto Bezerra
Junior (PSDB), Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB), Ricardo Teixeira (PSDB),
Adilson Amadeu (PTB), Marta Costa (DEM) e o suplente Marcus Vinícius de Almeida
Ferreira. Além deles, também perderam o mandato os vereadores Wadih Mutran (PP)
e Abou Anni (PV).
Segundo o promotor eleitoral, Mauricio Antônio
Ribeiro Lopes, outros 17 pedidos de cassação de vereadores formulados pelo
Ministério Público estão em vias de serem julgados.
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