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Repressão de
golpista Micheletti assassina
presidente de sindicato
Funeral do
líder dos trabalhadores do Instituto de Formação Profissional,
tornou-se ato contra a ditadura. Sanchez foi atingido por uma bala ao
participar
de ato pela recondução de Zelaya
A
Frente da Resistência contra o Golpe de Estado sepultou na segunda-feira,
dia 19, com um massivo ato contra a ditadura golpista ao presidente do
Sindicato de Trabalhadores do Instituto de Formação Profissional, Jairo
Sánchez, ferido pelas forças policiais no dia 23 de setembro, numa
manifestação frente a embaixada do Brasil, onde está hospedado o presidente
Zelaya.
Sánchez, que
também era professor universitário, sofreu um impacto de bala na cabeça por
parte dos organismos repressores, quando participava de uma manifestação na
avenida Morazán para respaldar o presidente Manuel Zelaya, tendo sido
internado no hospital próximo minutos depois do atentado, do qual não pode
se recuperar.
“Os
trabalhadores são as principais vítimas do golpe de Estado que derrubou o
Presidente hondurenho, Manuel Zelaya, no dia 28 de junho passado. Os
sindicatos se mobilizaram para exigir o retorno da democracia, mas muitos
ativistas perderam a vida, foram presos e torturados. Eles, porém, estão
muito enganados se pensam que as balas detêm um povo que luta pela sua
liberdade”, denunciou Erasto Reyes, da Associação dos Advogados, um dos
líderes da Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado.
O dirigente da
Frente, Juan Barahona, informou, na despedida de Sánchez, que o professor
Eliseo Hernandez também havia sido assassinado nas primeiras horas da manhã
de segunda-feira. Hernández era candidato a prefeito pelo Partido Liberal no
município de Macuelizo no departamento de Santa Bárbara.
O corpo do
professor Hernández, apresentava vários impactos de bala. No momento de seu
assassinato estava a caminho da escola para dar aulas, rechaçando a medida
imposta pela ditadura de Micheletti de finalizar o ano escolar para evitar
novas mobilizações de estudantes e professores. |