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Manuel Zelaya denuncia postura “insultante” dos
representantes de Micheletti nas negociações
A comissão de negociação do presidente
legítimo de Honduras, Manuel Zelaya, repudiou as protelações ao fechamento
do acordo somente possível com o fim do golpe, ou seja, a recondução de
Zelaya a suas funções constitucionais usurpadas à mão armada.
“Essa proposta é insultante” à manobra dos
golpistas que propuseram remeter ao Congresso e à Corte Suprema a decisão de
deixarem o poder ilegalmente açambarcado.
“O presidente constitucional José Manuel
Zelaya Rosales fez todas as concessões possíveis para garantir o sucesso do
diálogo e a saída política da crise. Graças a isso, pudemos chegar a um
consenso e assinar noventa e cinco por cento do conteúdo do Acordo de San
José; a percentagem restante depende exclusivamente da vontade política do
senhor Micheletti. É ele quem deve assumir a responsabilidade política e a
culpa histórica por haver impedido a finalização bem sucedida deste generoso
esforço de diálogo, que sempre contou e contará com o respaldo decidido do
Presidente Constitucional Zelaya e a delegação que o representa”, assinalou
a Declaração da Comissão Negociadora, do dia 19.
O diálogo instalado com a intermediação da
Organização dos Estados Americanos (OEA) para superar a crise originada pelo
golpe de Estado está numa “fase de evidente obstrução”, conforme afirmou o
representante do presidente Zelaya na mesa de negociações, Victor Meza.
Meza, que leu um comunicado assinado por
Zelaya e por todos os negociadores do Executivo constitucional, assinalou
que o diálogo não se retomará até que os representantes do usurpador Roberto
Micheletti apresentem uma proposta “séria e construtiva”.
Manuel Zelaya, reiterou que ao não se
conseguir um acordo, por causa da postura obtusa da ditadura, tanto ele como
a Frente da Resistência e o povo hondurenho desconhecerão o processo
eleitoral do 29 de novembro. |