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Comissão da ONU chega a Tegucigalpa para
investigar agressão a direitos humanos
Uma delegação das Nações Unidas chegou no
domingo, dia 18, a Tegucigalpa para analisar denúncias de violação aos
direitos humanos depois do golpe de Estado em Honduras, onde a ditadura
provocou a morte de lideranças oposicionistas, centenas de feridos e de
presos políticos, além de ações de violência contra a embaixada do Brasil,
onde está hospedado o presidente Manuel Zelaya, sua família e vários de seus
principais assessores.
A delegação permanecerá no país até o dia 7
de novembro para preparar um informe exaustivo sobre a situação, por ordem
da Alta Comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, em cumprimento a
uma resolução aprovada no dia 1 de outubro pela ONU.
A presença dos delegados da ONU em Honduras se deu depois que a Comissão
Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos
reconheceu a “existência de uma tônica de uso desproporcional da força
pública, detenções arbitrárias e controle da informações dirigidos a limitar
a participação política de um setor da cidadania”.
A delegação chegou a Honduras no mesmo dia em
que se conheceu a notícia da morte do presidente do Sindicato de
Trabalhadores do Instituto de Formação Profissional, Jairo Sánchez, que
faleceu sábado à tarde por causa das feridas provo-cadas por uma arma de
fogo no dia 22 de setembro, quando a polícia e o exército reprimiram uma
manifestação de apoio ao presidente constitucional.
Zelaya denunciou que os golpistas têm
utilizado táticas para dilatar o processo de diálogo para ganhar tempo e dar
oportunidade à realização de eleições gerais fraudulentas em 29 de novembro. |