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Israel mantém presos 335 palestinos
sem julgamento
335 palestinos são mantidos prisioneiros em Israel sem acusação formal, nem
instauração de processo judicial, segundo denunciaram duas organizações de
direitos humanos israelenses.
As organizações israelenses HaMoked e B’Tselem destacaram que essa condição
dos reclusos palestinos é violação do direito internacional.
Dos 335 mantidos nessa condição um é menor de idade e três são mulheres,
além de um dos presos estar mais de quatro anos e meio sem julgamento, e
outros 28 foram encarcerados por um período entre dois e quatro anos, agrega
o relatório.
Segundo HaMoked e B’Tselem os tribunais militares da ocupação contribuem
para a arbitrariedade dando-lhes aparência de “revisão judicial” enquanto
usam todo tipo de manobra pro-telatória para manter o palestinos presos sem
condição de defesa, julgamento, sentença e portanto sob a condição
humilhante e desumana de falta de previsão de soltura.
As organizações que atuam na defesa dos direitos humanos nos territórios
palestinos ocupados entregaram o relatório exigindo do primeiro-ministro
Benjamín Netanyahu, libertar os reclusos ou instaurar imediatamente
processos de acordo com os padrões internacionais.
No total, 8.000 palestinos lotam prisões instaladas pelos ocupantes.
As ONGs destacam que entre agosto de 2008 e julho de 2009 os juízes
militares aprovaram 95% das ordens de prisão, emitidas pelo comando militar
em virtude de uma legislação que os ingleses elaboraram para reprimir os
opositores à ocupação da Palestina durante o mandato britânico. |