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Francesas fazem manifestação por direitos e
igualdade salarial
As mulheres francesas tomaram as ruas de Paris no sábado, 17 de outubro, em
defesa da igualdade dos salários. Com o país mergulhado na crise econômica,
grande parte das empresas tem abusado de usar o mecanismo de redução dos
salários em geral e em particular dos salários das mulheres e da precarização
das condições de trabalho para reduzirem seus custos e manterem seus lucros.
Tal atitude contra os direitos dos trabalhadores tem sido sistematicamente
adotada pelos grandes monopólios que contam com o apoio aberto da mídia
conservadora e do governo Sarkozy.
A reação partiu da União das Mulheres Francesas – Mulheres Solidárias (filiada a
FDIM – Federação Democrática Internacional das Mulheres) e do Coletivo Nacional
Pelos Direitos das Mulheres que, com o apoio e a participação das Centrais
sindicais e muitos sindicatos, além dos partidos políticos, reuniu mais de 15
mil mulheres na defesa do salário igual e da manutenção de outras conquistas
trabalhistas ameaçadas. Muitas empresas já cortaram o auxílio para a manutenção
de crianças nas creches. Centros de de saúde e ambulatórios médicos têm sido
fechados. Elas também defenderam a legalização do aborto.
Segundo o representante da Central Geral dos Trabalhadores Franceses – CGT,
Bernard Thibault, “apenas 34% dos postos de trabalhos qualificados são ocupados
por mulheres e em média os salários são de 25 a 30% inferiores aos dos homens
que ocupam a mesma função. Isso é uma grande discriminação das muitas que sofrem
as mulheres no mundo do trabalho”.
Martine Aubry 1ª Secretária do Partido Socialista (PS), Marie-George Buffet do
Partido Comunista Francês (PCF), Olivier Besancenot do NPA, Jean-Luc Mélenchon
do Partido de Esquerda e sindicalistas como Bernard Thibault da CGT e Gérard
Aschieri da FSU participaram da caminhada. Anne Hidalgo do PS representou a
prefeitura de Paris.
ROSANITA CAMPOS
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