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Juiz de Louisiana não
aceita fazer casamentos interraciais
O juiz de paz do Estado de Lousiana, no sul dos EUA, Keith Bardwell, admitiu que
já se recusou a fazer pelo menos quatro casamentos interraciais.
Keith Bardwell, que atua no condado de Tangipahoa, negou que seja racista e
jurou que tem um “monte” de amigos negros. Disse que o problema é que casamento
interracial nunca dá certo e que os filhos têm muitos problemas.
Um dos casais que teve a licença de casamento recusada está analisando a
possibilidade legal de apresentar queixa contra Bardwell no Departamento de
Justiça dos EUA.
O juiz afirma que verificou a raça do casal, Beth Humphrey, de 30 anos e Terence
McKay, de 32 anos, quando eles telefonaram pela primeira vez pedindo a licença
de casamento.
Humphrey, que é branca, disse que quando ligou para o juiz no dia 6 de outubro,
para conversar a respeito da licença de casamento, a esposa de Bardwell
comunicou a posição do magistrado em relação ao fornecimento de licença.
A esposa de Keith recomendou que o casal procurasse outro juiz de paz, que não
teve problema em concordar com o casamento dos dois.
A advogada da União Americana das Liberdades Civis na Lousiania, Katie
Schwartzmann, disse que a União pediu que Bardwell fosse investigado,
considerando o caso como “intolerância”.
Katie citou uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, de 1967, que
estabeleceu que “o governo não pode dizer às pessoas com quem elas podem ou não
podem se casar” e acrescentou que Bardwell desrespeitou a lei conscientemente.
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