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Dilma: “mensalão não aconteceu, até porque isso era impossível”
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff,
afirmou que o ex-ministro José Dirceu sofreu uma injustiça ao ser cassado pela
Câmara dos Deputados, em novembro de 2005. “Se querem minha opinião, acho que
José Dirceu é uma pessoa injustiçada e tenho por ele um grande respeito”, disse
a ministra, no depoimento que prestou à juíza Pollyana Kelly Martins Alves, da
12ª Vara da Justiça Federal, como testemunha no processo da farsa do “mensalão”.
Segundo relato de pessoas que assistiram o
depoimento, a ministra negou a existência do suposto esquema e relatou que só
teve conhecimento do assunto pelo noticiário. “Isso não aconteceu, até porque
era impossível. Não havia a menor possibilidade de isso ser aceito por nós”,
afirmou.
Dilma foi ouvida em seu gabinete, na terça-feira
(20), como testemunha no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF)
sobre o suposto “mensalão”. Ela foi indicada como testemunha pelos ex-deputados
José Janene (PP) e Roberto Jefferson (PTB). O depoimento foi acompanhado pelos
advogados dos acusados, que também puderam fazer perguntas à ministra.
Indagada se quando assumiu a chefia da Casa
Civil tinha identificado algum documento que comprovasse que Roberto Jefferson
teria avisado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o suposto esquema,
Dilma respondeu que não achou nenhuma notícia-crime dada pelo ex-deputado ou uma
queixa relativa a isso.
Na quarta-feira foi a vez do ex-ministro da
Fazenda, deputado Antonio Palocci (PT-SP), dar seu depoimento. Ele declarou que
nunca ouviu falar que parlamentares exigiam dinheiro em troca de apoio ao
governo durante votações no Congresso. “Tive conhecimento dos fatos divulgados
em jornais da época e televisão. Não tenho conhecimento algum além do que fui
publicado”, disse.
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