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Vale
interferiu em eleição de sindicato, diz funcionário
O funcionário Manuel Paiva, da empresa Alunorte,
de propriedade da Vale, denunciou que a mineradora interferiu nas eleições
para presidente do Sindicato dos Químicos de Barcarena, no Pará, pagando
materiais de campanha e facilitando reuniões para favorecer uma das chapas.
Segundo Paiva, “o que houve foi influência da
Vale com relação à chapa de seu interesse. Saiu da esfera dos trabalhadores
e passou a ser uma chapa bancada da empresa”.
Paiva conta como a companhia opera em relação ao
sindicalismo e que, anos antes desta eleição, a companhia fez um treinamento
com alguns trabalhadores para formar “líderes sindicais” que iriam compor o
grupo dos novos representantes dos trabalhadores.
O trabalhador lembra que a tentativa de
enfraquecer a chapa que não está afinada com os interesses da empresa não é
nova. De acordo com Paiva, a mineradora já demitiu funcionários que estavam
na diretoria de outras chapas com a intenção de desarticular os
trabalhadores. Como as mineradoras da região, Alunorte e Alubrás, pertencem
à Vale, um trabalhador demitido corre um alto risco de não conseguir um novo
emprego no setor.
A intervenção da empresa foi denunciada na
Justiça, mas ainda não foi julgada, no entanto, o juiz responsável pelo
processo no Pará solicitou que os trabalhadores demitidos voltem a integrar
o quadro de associados do sindicato. Com essa medida, os funcionários da
mineradora irão compor uma nova chapa e concorrer às eleições do ano que
vem. |