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“Povo não participará de eleições sob ditadura”, afirma
Frente Contra o Golpe
“Manifestamos
nossa indignação pela continuação da repressão por parte dos corpos policiais e
militares do Estado, que se expressa em assassinatos de militantes da
Resistência, ações de intimidação e cerco às marchas e vigílias, processos
jurídicos ilegais e imorais com os quais se persegue e prende a companheiras e
companheiros e, mais recentemente, pressões e ações de intimidação contra
professores e professoras em todo o país”, assinala a Frente Nacional de
Resistência contra o Golpe de Estado em Honduras em comunicado à população
hondurenha e à comunidade internacional, em 20 de outubro.
Denuncia “as manobras manipuladoras e as táticas de protelação
com que o regime tenta ganhar tempo e chegar até a farsa eleitoral de 29 de
novembro próximo sem ter restabelecido a ordem institucional e sem haver
restituído em seu cargo o presidente legítimo Manuel Zelaya”.
O Comunicado, divulgado amplamente no país, afirma que “o povo
hondurenho desconhecerá a campanha e os resultados do processo eleitoral de 29
de novembro enquanto se mantenha o regime de ditadura que a oligarquia sustenta
com a força das armas”.
A Resistência condena ainda a campanha de desinformação montada
pelos meios de comunicação a serviço da oligarquia, para tentar apresentar a
Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado como uma organização
violenta. “Reiteramos que os métodos de luta pacífica são os únicos que
empregamos ao longo de 115 dias de resistência”.
O comunicado denuncia que o regime está provocando uma crise
econômica e que “está provocando o aumento dos níveis de pobreza da população”. |