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“Livro Bege” do Fed vê
fundo do poço com “melhora modesta”
“Virtualmente toda referência de melhora foi qualificada
como pequena ou dispersa”, afirmou o Federal Reserve em nova edição do seu
“livro bege”. “O setor mais fraco foi o imobiliário, com condições descritas
como fracas ou em deterioração em todos os distritos”, registrou o
documento, que foi preparado pelo Fed de Richmond.
O livro analisa a situação dos 13 distritos do Fed, a
partir das informações colhidas no mês passado e no início de outubro, e
apontou a dissonân-cia entre os tímidos sinais de retomada e a persistente
fraqueza da atividade econômica, em meio à mais grave recessão desde os anos
30. O programa do governo Obama de troca de um lata-velha por um carro novo
mais econômico esvaziou os estoque na maioria dos distritos, mas seu
encerramento impede um alcance maior na reativação. O consumo como um todo
continuou fraco na maioria dos distritos.
Note-se que no período esteve em vigor o crédito fiscal
de US$ 8 mil para aqueles que compraram casa pela primeira vez. Quanto aos
empregos, com muita boa vontade, o Fed percebeu “bolsões ocasionais de
melhora”, forma rebuscada de dizer que o desemprego continua campeando.
Supostamente, “o pior já teria passado” – exceto, claro, para os que
continuam sendo desempregados diariamente. Ainda, deve demorar para que o
número de vagas cresça, filosofa o “livro bege”.
O relatório também assinalou o quanto a retomada
econômica está dependendo dos gastos públicos, em face das grandes
contrações no setor privado. “Há vários relatos de que o ‘único’ negócio
virá dos projetos de estímulo do governo, embora o financiamento de tais
projetos venha se materializando lentamente”, acrescentou.
Já o arrocho ao crédito segue se aprofundando e
praticamente no país a situação dos imóveis comerciais está se deteriorando,
à medida que empresas fecham as portas, deixando um rastro de escritórios
abandonados e shopping centers esvaziados. Há temor de que o próximo colapso
seja nos imóveis comerciais.
Governos estaduais e locais vêm sofrendo os efeitos da
queda da arrecadação e conseqüentes cortes nos orçamentos. Há, também,
indícios de recuperação no Meio Oeste e no Sudoeste, em decorrência do plano
de estímulo federal.
A.P.
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